Aumento da taxa de juros do FCO eleva custo do crédito para produtor rural

Desde 14 de julho de 2025, os produtores rurais de Goiás e da região Centro-Oeste passaram a enfrentar taxas de juros mais altas para financiamentos com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). A Resolução nº 5.235 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada em 11 de julho, estabeleceu novos encargos financeiros que impactaram diretamente o custo do crédito rural.

O FCO é um fundo público criado pela Constituição Federal de 1988, com a finalidade de promover o desenvolvimento econômico e social da região Centro-Oeste por meio do financiamento de atividades produtivas. Administrado pelo Banco do Brasil, o fundo utiliza recursos constitucionais para oferecer crédito a taxas favorecidas a produtores rurais, empresas e cooperativas, buscando incentivar investimentos, geração de empregos e redução das desigualdades regionais.

Nas operações de investimento, as taxas sofreram reajustes significativos. Para os mini, pequenos e pequenos-médios produtores, a taxa passou de 8,14% para 10,40%, um aumento de 27,76%. Os produtores médios tiveram a taxa elevada de 9,69% para 11,87%, enquanto os grandes produtores viram a taxa subir de 11,20% para 13,37%, representando acréscimos de 22,50% e 19,38%, respectivamente.

No custeio, os mini e pequenos produtores tiveram as taxas ajustadas de 8,61% para 11,00%, um aumento de 23,09%. Já os grandes produtores passaram de 12,00% para 14,14%, acréscimo de 18,45%.

Os financiamentos voltados para projetos ambientais, irrigação e armazenagem, como o FCO Verde, também tiveram alta, com taxas que passaram de 6,30% para 8,60%, aumento de 36,51%.

Esses reajustes elevaram o custo do crédito rural, tornando-o mais oneroso principalmente para os pequenos produtores, que já enfrentam desafios financeiros decorrentes de oscilações climáticas, queda nos preços das commodities e aumento nos custos de produção.

A elevação das taxas de juros pode dificultar ainda mais o acesso ao crédito, comprometendo a sustentabilidade e o desenvolvimento das atividades rurais na região Centro-Oeste.

Fonte: AgroPujante

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